Grupo Pandora estreia espetáculo em Perus sobre vala clandestina no Bairro | TVPAULISTA.com Televisão para dispositivos móveis

Com 14 anos de atuação em Perus, o Grupo Pandora de Teatro estreia COMUM espetáculo inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em 1990, onde foram deixadas mais de mil ossadas, dentre elas, dezenas de desaparecidos políticos no...

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Jul
13

Grupo Pandora estreia espetáculo em Perus sobre vala clandestina no Bairro

Publicado por: Editor
13/07/2018 08:32 PM -
Foto: Fábia Pierangeli
Foto: Fábia Pierangeli

Com 14 anos de atuação em Perus, o Grupo Pandora de Teatro estreia COMUM espetáculo inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em 1990, onde foram deixadas mais de mil ossadas, dentre elas, dezenas de desaparecidos políticos no período da ditadura.

 

Espetáculo Comum remete o público a uma parte da história do Bairro de Perus

 

No dia 13 de Julho (sexta-feira), às 20h00, o Grupo Pandora de Teatro estreia o espetáculo COMUM na Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora, atual sede do grupo que fica no Bairro de Perus, extremo da Zona Norte de São Paulo.

 

O espaço, que atualmente é gerido pelo Grupo Pandora de Teatro, foi construído em 2010 pela Prefeitura de São Paulo para abrigar um Ponto de Leitura da cidade. Porém a obra foi paralisada e o espaço nunca chegou a cumprir função social. Abandonado e degradado, acabou virando ponto de encontro de usuários de drogas, trazendo medo e incomodo para a população local.

 

Em Fevereiro de 2016, com a colaboração dos moradores locais e com a ajuda de diversos coletivos, o Grupo Pandora realizou a revitalização do espaço e o transformou em um polo cultural que recebeu o nome de Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora.

 

A população do bairro, até então carente por opções de lazer e cultura na região, passou a ser frequentadora assídua do espaço e a usufruir de atividades como oficinas, debates, exibições de cinema e apresentações artísticas. Hoje, o espaço também é utilizado como sala de ensaio por diferentes coletivos.

 

“Esse espaço vem da demanda de artistas locais e moradores que não aguentavam mais um espaço abandonado na frente de suas casas, sem cumprir nenhuma função social. É comum escutarmos dos moradores ‘Antes eu não passava nem na frente deste lugar, agora me sinto convidado a entrar e participar’”, conta Lucas Vitorino, do Grupo Pandora.

 

Desde a sua criação, o espaço estabeleceu uma grande conexão com o território que o cerca e com a população local, assim como o Grupo Pandora, formado predominantemente por moradores de Perus. Com seu novo espetáculo, o grupo segue em sua pesquisa com temas relacionados à história do bairro.

 

COMUM tem como eixo norteador o período ditatorial brasileiro e a descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco em1990, local que fica a cerca de 2 quilômetros da Canhoba. Uma vala comum com mais de mil ossadas, onde foram identificados desaparecidos políticos e cidadãos mortos pela violência da ditadura militar.

 

A revelação da existência de uma vala clandestina dentro de um cemitério oficial, desencadeou um processo de busca da verdade sem precedentes no país. A vala comum do Cemitério Dom Bosco foi apresentada ao mundo como um dos muitos crimes cometidos pelo regime surgido com o golpe de estado de 1964, e trouxe a crueldade da ditadura militar à tona no começo dos anos 1990. Até ali, o desaparecimento de pessoas, os falsos tiroteios e atropelamentos, as marcas de tortura e dores da perda, pertenciam apenas ao universo dos familiares, sobreviventes e amigos.

 

O espetáculo é formado por fragmentos de três histórias que se relacionam e se complementam. A primeira se passa no final dos anos 80, quando um jovem precisa passar por diversos obstáculos e conflitos para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seus pais, envolvidos com atividades de movimentos revolucionários na época da ditadura militar.

 

A segunda, inspirada nos coveiros da peça Hamlet de William Shakespeare, se passa nos anos 70 e retrata de forma cômica o universo de dois coveiros que recebem uma estranha tarefa: cavar uma vala enorme, de tamanho desproporcional.

 

A terceira é a historia de Beatriz Portinari e seu namorado, Carlos. O casal é retratado desde o primeiro encontro, as atividades politicas na faculdade em pleno período da ditadura militar, até a transformação desta garota comum em uma integrante doMovimento Estudantil. Seus ideais, contradições, sua prisão e o nascimento de seu filho.

 

A temporada de estreia de COMUM faz parte das ações do projeto contemplado na 30ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, e conta com apresentações também no centro da cidade. Em Agosto o grupo se apresenta noTeatro de Container, no bairro Santa Ifigênia, em Setembro na sede da Companhia do Feijão (República), Outubro e Novembro naOficina Cultural Oswald de Andrade (Bom Retiro). Além de apresentações em outros locais com datas ainda a definir.

 

Em 2018 o Grupo Pandora de Teatro comemora 14 anos de um trabalho contínuo de pesquisa e criação teatral no bairro de Perus, fortalecendo parcerias com polos culturais, artistas da região e com a própria população.

 

Compõe seu repertório também o espetáculo “Relicário de Concreto” (2013) inspirado nas memórias dos trabalhadores da Fábrica de Cimento Portland Perus e na Greve dos Queixadas, que ocorreu na Fábrica e durou sete anos. Além de ter lançado um livro chamado “Efêmero Concreto – Trajetória do Grupo Pandora de Teatro” organizado por Thalita Duarte e Lucas Vitorino, que destaca as ações do grupo fomentando a cultura no bairro e atuando em prol da revitalização da Fábrica de Cimento Portland Perus.

 

Mais informações em: www.facebook.com/grupopandora.deteatro

 

Espetáculo: COMUM

Sinopse: Inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus em 1990. Um jovem em busca de informações sobre o desaparecimento de seus pais, dois coveiros envolvidos com a criação da vala e uma estudante que se aproxima do ativismo político. 1970/1990 épocas distintas se entrelaçam e evidenciam causas e consequências.

 

Ficha Técnica

Criação: Grupo Pandora de Teatro |Texto e direção: Lucas Vitorino | Elenco: Filipe Pereira, Rodolfo Vetore, Rodrigo Vicente, Thalita Duarte e Wellington Candido | Figurino: Thais Mukai | Design de luz e músico: Elves Ferreira | Operação de Luz: Caroline Alves | Edição de Vídeo: Filipe Dias | Cenografia: Lucas Vitorino e Thalita Duarte | Cenotecnia: Eprom Eventos e Luis Fernando Soares | Operação de Vídeo: Lucas Vitorino | Treinamento corporal: Rodrigo Vicente e Rodolfo Vetore | Preparação corpo e voz: Paula Klein | Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini | Produção: Caroline Alves e Thalita Duarte.

 

Temporada: de 13 de julho de 2018 a 04 de agosto de 2018

Dias e Horários: sextas às 20h e Sábado às 19h

Duração: 100 min

Faixa etária: 12 anos

Local: Ocupação Artística Canhoba - Cine Teatro Pandora - Endereço: Rua Canhoba, 299 - Perus. São Paulo/SP.

Preço: Contribuição voluntária 

Lotação: 40 lugares

R. Canhoba, 299 - Vila Fanton São Paulo - SP 05201-200

Imagens do evento

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