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Em dezembro, Governo Federal mantinha pagamento para 3.822 leitos de UTI no Estado; em 2021, passou a subsidiar funcionamento de apenas 564   O Governador João Doria disse nesta quarta-feira (10) que a Procuradoria Geral do Estado ingressou...

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Governo de SP vai ao STF contra Ministério da Saúde para custeio de 3.258 leitos de UTI

Publicado por: Editor
10/02/2021 08:56 PM
Courtesy Pixaby
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Em dezembro, Governo Federal mantinha pagamento para 3.822 leitos de UTI no Estado; em 2021, passou a subsidiar funcionamento de apenas 564

 

O Governador João Doria disse nesta quarta-feira (10) que a Procuradoria Geral do Estado ingressou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o Ministério da Saúde volte a custear 3.258 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que deixaram de ser pagos pelo Governo Federal em 2021.

 

"Hoje, o Estado de São Paulo paga integralmente estes 3.258 leitos. Não vamos deixar ninguém para trás, nenhuma pessoa deixará de ter atendimento aqui. Mas a obrigação do Ministério da Saúde terá que ser cumprida em São Paulo e nos demais Estados", disse Doria.

 

No último dia 5, o Governador a intenção de levar o caso ao STF se o Governo Federal não voltasse a transferir recursos financeiros para garantir o funcionamento destes leitos. Em dezembro, o Ministério da Saúde custeava 3.822 leitos de UTI em São Paulo, mas passou a subsidiar o funcionamento de 564 leitos em 2021.

 

"São Paulo aguardou, comunicou o Ministério da Saúde e seguiu o protocolo de solicitação. Anunciei várias vezes que aguardaria até ontem (terça) uma posição do Ministério da Saúde com relação à habilitação de leitos e isso não foi feito", declarou o Governador.

 

A Procuradora Geral do Estado, Lia Porto Corona, explicou que a ação se baseia no entendimento que "compete à União promover e planejar em caráter permanente e zelar pela saúde de todos os brasileiros".

 

"A partir do momento que a União deixa de custear esse auxílio, o custeio destes leitos fica a cargo só do Estado e municípios. Depois de reiteradas as tratativas administrativas, não tivemos outra alternativa a não ser recorrer ao STF", disse a Procuradora. A ação já foi distribuída pelo Supremo na manhã desta quarta e está disponível para consulta pública.

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