Por que o Conselho Federal de Medicina não se manifestou contra remédios comprovadamente ineficazes contra a Covid-19? | TVPAULISTA.com 100% Digital 100% Streaming

Por que o Conselho Federal de Medicina jamais se manifestou contra a prescrição de remédios comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como cloroquina e ivermectina?     O Conselho Federal de Medicina está diante de um erro histórico grave, pelo qu...

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Por que o Conselho Federal de Medicina não se manifestou contra remédios comprovadamente ineficazes contra a Covid-19?

Publicado por: Editor
16/02/2021 04:00 PM
Reprodução Internet
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O Conselho Federal de Medicina está diante de um erro histórico grave, pelo qual será cobrado futuramente, que já envergonha os médicos de hoje, mas que vai envergonhar a classe por muitos anos mais.

 

Eu escrevo para viver. O que escrevi nessa vida nunca matou ninguém, nem vai matar.

 

A prática da medicina, ao contrário, envolve o risco de morte. Por isso é uma ciência altamente padronizada, com protocolos de tratamento estabelecidos depois de muita discussão e, sobretudo, consenso científico.

 

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o Conselho Federal de Medicina tenta vender a ideia já superada de que o tratamento com cloroquina é uma opção não convencional de manejo da covid-19, cuja prescrição cabe ao médico, no exercício inquestionável de sua autonomia para a administração de remédios off-label, ou seja, fora de sua aplicação original.

 

Isso foi até verdade, ressalto, no passado. Mas só até junho de 2020, quando começaram a aparecer os primeiros estudos sistematizados, duplo-cego e randomizados para o uso de cloroquina. De lá pra cá, já são mais de 40 estudos, todos muito bem feitos, com validação estatística de diferentes grupos de cientistas, em várias partes do mundo.

 

 

Quem diz isso não sou eu, nem os jornalistas, nem a imprensa. É a Sociedade Brasileira de Infectologia, que deve saber alguma coisa de manejo de doenças infecciosas.

 

Já se sabe que cloroquina não funciona. Também se sabe que não existe tratamento precoce. Novamente que diz isso não sou eu, não são os jornalistas, não é a imprensa.

 

É a Anvisa do governo Bolsonaro comandada por um militar bolsonarista, negacionista, que não tem medo de rasgar seu diploma de medicina. (link abaixo)

 

É o Food and Drug Administration, que categoricamente proibiu os médicos americanos de continuar aplicado cloroquina em modo off-label porque essa droga mata uma parcela dos pacientes. (link abaixo)

 

É a Organização Mundial de Saúde, que analisou estudos do mundo todo sobre a aplicação de cloroquina e outros medicamentos. (link abaixo)

 

Diante de tudo isso, um médico que receita cloroquina, que ignora as recomendações da sua própria classe é como um terraplanista. Ele acredita nos efeitos da cloroquina. Não adianta apresentar evidências do contrário, assim como é inútil convencer um terraplanista da 'bolicidade' da Terra. Ele não acredita. Ponto. Só que, ao contrário de quem administrar cloroquina, quem defende que a Terra é uma pizza não põe ninguém em risco.

 

Eu queria chamar a atenção para um caso recente que é elucidativo. O Conselho Federal de Psicologia aplicou sanções severas aos pastores com diploma de psicólogo que queriam aplicar o que eles chamavam de terapia de reversão sexual, a tal da cura gay.

 

Aplicou sanções a esses dementes porque homossexualidade não é mais listada como transtorno psíquico da Classificação Internacional de Doenças. Já foi, não é mais. Simples assim.

 

Esses pastores podem achar que homossexualidade é doença só porque têm diploma de psicólogo? Sim, é um direito constitucional deles. Só não podem tratar pessoas.

 

Aliás, 5 mil psicólogos votaram na chapa da eleição do conselho federal da classe deles que defendia o direito de praticar a "cura gay". Eles podem acreditar nisso? Podem. Só não podem tratar pessoas porque ser gay não é doença.

 

O Conselho Federal de Medicina não ajuda a medicina quando não se posiciona claramente contrário à prescrição de cloroquina, que, aliás, funciona tanto quanto chá de camomila ou os feijões anti-covid-19 do pastor Valdomiro.

 

O órgão, que é uma autarquia, logo um órgão do Estado brasileiro, põe pessoas em risco por não fazer o que o Conselho Federal de Psicologia teve coragem de fazer.

 

 

O Conselho Federal de Medicina escolheu deliberadamente ignorar a ciência, ignorar o bom senso na prática médica e vai carregar essa mancha na sua história.

 

Vamos aos links:

Aqui a Sociedade Brasileira de Infectologia lista tudo o que se sabe sobre o uso de cloroquina e outras drogas: https://infectologia.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Informe-15-uso-de-medicamentos-para-covid-19.pdf

Aqui está o que disseram os diretores da Anvisa sobre a inexistência de tratamento precoce:Em votos, Anvisa refuta exist�ncia de tratamento precoce

Aqui está o diz o FDA sobre tratamento com cloroquina: EUA suspendem uso emergencial da cloroquina contra Covid-19

Aqui está o que a OMS diz sobre o tratamento de covid-19 com remdezivir, azitromicina e cloroquina: Remdesivir e cloroquina não funcionam contra covid, diz OMS

Aqui está o que se sabe de verdade sobre o uso de ivermectina em complementação ao que disse a SBI no primeiro link: Ivermectina é bom contra piolho, não covid-19; entenda o que se sabe

Aqui está o posicionamento coletivo de médicos de bom senso contra seu próprio conselho de classe: Mônica Bergamo: Ex-presidentes do Cremesp exigem que conselho puna médicos que divulgam 'desinformação catastrófica' sobre a vacina contra a Covid-19

Aqui esta a posição da UFPR

http://www.tvforense.com/index.php/news/2275/pesquisa-da-ufpr-comprova-efeitos-t%C3%B3xicos-da-cloroquina-em-c%C3%A9lulas-vasculares/   

 

É isso, é lastimável ter que discutir esse tema.

 

Originalmente Publicado por: Daniel Medeiros/QUORA 

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