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A Google pediu a Laura Nolan para reforçar os drones militares dos EUA. Recusou e demitiu-se. Agora, alerta para o perigo destas armas que podem originar uma guerra.   Cerca de um ano depois de se ter demitido da Google, Laura Nolan avisa agora que há ...

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Ex-funcionária da Google alerta para a produção de robôs assassinos

Publicado por: Editor
18/09/2019 07:52 AM
(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae
(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae

A Google pediu a Laura Nolan para reforçar os drones militares dos EUA. Recusou e demitiu-se. Agora, alerta para o perigo destas armas que podem originar uma guerra.

 

Cerca de um ano depois de se ter demitido da Google, Laura Nolan avisa agora que há uma nova geração de armas automáticas que podem, acidentalmente, desencadear uma guerra e “causar atrocidades de forma massiva”.

 

Nolan defende que estes robôs têm a capacidade para criar “calamidades para as quais não estavam programados” e que, por isso, devem ser banidos, à semelhança das armas químicas.

 

A engenheira em ciência computacional demitiu-se depois de lhe ter sido atribuída a tarefa de trabalhar num projeto para reforçar a tecnologia nos drones militares norte-americanos. Depois, juntou-se à Campanha para Parar os Robôs Assassinos que visa alertar para os perigos do uso destas armas.

 

“Há a possibilidade de acontecerem grandes acidentes, porque estas coisas vão começar a agir de forma inesperada. Daí a importância de submeter qualquer sistema avançado de armas ao controlo humano. Caso contrário, estas armas têm de ser banidas porque são demasiado imprevisíveis e perigosas”, alertou, citada pelo The Guardian.

 

Para Laura Nolan, as consequências fatais podem resultar de coisas simples como mudanças meteorológicas não previstas pelo software dos drones ou um comportamento humano complexo.

 

Uma das principais preocupações reveladas pela engenheira, prende-se com um dos pedidos efetuado pelo departamento de defesa dos Estados Unidos que, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento desta tecnologia, pediu que fosse criado um sistema de inteligência artificial capaz de avaliar imagens e diferenciar automaticamente pessoas de objetos, a um ritmo muito superior ao atual, que por sua vez é feito por militares especializados e que, naturalmente, demora mais tempo.

 

Outro problema que se parece impor com uso desta tecnologia diz respeito aos testes que têm de ser feitos para confirmar o uso “controlado” destas máquinas. “Outra questão assustadora é que só se pode testar estes sistemas de guerra autónomos no campo de combate. Quem sabe se isso não está já a acontecer atualmente, com os russos na Síria?”, disse Nolan.

 

A Rússia recusou-se a assinar um tratado que limitava o uso deste tipo de tecnologia, e que “têm feito campanha para nem sequer se discutir este assunto”.

 

Fonte: ZAP //

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