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*Elaine Ribeiro   Vivemos tempos difíceis e incertos frente à pandemia de coronavírus,  que exige de nós muitas mudanças. Por exemplo, novas jornadas de trabalho, isolamento social, adiar compromissos, aumentar os cuidados com higiene pessoal e limpeza...

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Saúde emocional durante o isolamento social: o que fazer?

Publicado por: Editor
20/03/2020 09:26 AM
Courtesy Pixabay
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*Elaine Ribeiro

 

Vivemos tempos difíceis e incertos frente à pandemia de coronavírus,  que exige de nós muitas mudanças. Por exemplo, novas jornadas de trabalho, isolamento social, adiar compromissos, aumentar os cuidados com higiene pessoal e limpeza dos ambientes e, especialmente, atitudes e posturas responsáveis para evitar o pânico ou aumentar estados ansiosos. 

 

É um grande desafio para um mundo que nos pede para sermos ativos e produtivos o tempo todo. Porém, a não transmissão desse vírus só será possível se tivermos um comprometimento pessoal em favor do coletivo.

 

Conscientes de nossas responsabilidades para frear a disseminação do Coronavírus, é importante também estarmos atentos a ansiedade gerada em muitas pessoas, e agravada naqueles que já sofrem com transtornos de natureza ansiosa.

 

Sendo assim, com objetivo de manter o equilíbrio mental e a nossa saúde, podemos recomendar, especialmente àqueles que podem desenvolver quadros de ansiedade, que evitem confirmar a todo momento notícias de casos de infectados e mortos, pois, ao ficar em estado de alerta, fazem projeções ou criam cenários que podem ser piores do que o real.  Também é extremamente importante acessar fontes confiáveis de informação, priorizando os canais de órgãos oficiais e meios jornalísticos tradicionais. 

 

Use sua disposição para atitudes de prevenção e cuidado. Não quebre a quarentena por razões que não estejam previstas neste tempo; não subestime os fatos, esteja, dentro do possível, agindo com segurança. Evite grupos de whatsapp ou redes sociais que propagam um grande número de informações, muitas vezes, sem fonte confiável. A sobrecarga de informações é altamente prejudicial! 

 

Procure atividades dentro de casa que possam ocupar seu tempo de maneira útil: leia livros, assista filmes, organize sua casa, veja coisas que estavam pendentes e não eram feitas porque você não encontrava tempo. Compreenda que não conseguimos controlar tudo, porém, algumas coisas estão ao nosso alcance!

 

Seja realista, mas evite o pessimismo, pois ele aumentará sua angústia. Procure conversar sobre seus sentimentos com pessoas que possam aceitá-los e não influenciá-lo para que fique ainda mais ansioso. Ouça música! Uma boa trilha sonora poderá ajudar, e muito, seu estado de humor. Desenhar, pintar, propor jogos em família e fazer uma prática relaxante pode ser bastante útil. 

 

Embora o tempo seja de distanciamento no convívio social, use os meios digitais para aproximar-se de amigos e familiares. Mantenha uma boa rotina de sono e alimentação saudável, pois isso contribui para o aumento da resposta imunológica. Entenda a mudança como uma necessidade para um bem maior, porque ao relutar em ter pequenos gestos, você pode colocar em risco seu processo emocional ou de seus parentes. 

 

É tempo de nos revermos, de aceitarmos mudanças repentinas, pois precisamos deste comprometimento coletivo. Ninguém gosta de viver aprisionado, mas este sentimento pode ser amenizado a partir da forma como você avalia as situações. 

 

Não é “prisão”, é colaboração! Também não é necessário negar a situação, mas, sim, reduzir nosso ritmo de vida, rever nossas posturas e, se necessário, buscar ajuda. Muitos psicólogos estão mantendo atendimento online. O Centro de Valorização da Vida (CVV) está com linhas abertas para o contato telefônico pelo número 188, e muitas iniciativas solidárias têm mostrado que precisamos ter esperança, sempre!

 

Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II

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