Macacos foram geneticamente modificados com cérebros humanos (e os seus neurónios aumentaram) | TVPAULISTA.com 100% Internet

Um gene humano injetado nos cérebros dos macacos não apenas os tornou maiores, mas também aumentou a função dos neurónios, tornando os primatas “mais humanos”.   Os cérebros dos macacos são muito menores e mais lisos do que os cérebros humanos pois, du...

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Macacos foram geneticamente modificados com cérebros humanos (e os seus neurónios aumentaram)

Publicado por: Editor
01/12/2020 07:18 PM
Courtesy Pixaby
Courtesy Pixaby

Um gene humano injetado nos cérebros dos macacos não apenas os tornou maiores, mas também aumentou a função dos neurónios, tornando os primatas “mais humanos”.

 

Os cérebros dos macacos são muito menores e mais lisos do que os cérebros humanos pois, durante a evolução, o neocórtex do nosso cérebro “dobrou” para formar a aparência enrugada, permitindo uma área de superfície maior do neocórtex no espaço restrito do crânio humano.

 

Um gene humano foi injetado nos fetos de sete saguis comuns e esses animais geneticamente modificados mostraram sinais de expansão do cérebro. Além disso, os cérebros dos macacos formaram partes enrugadas, como o que as que são vistas nos cérebros dos humanos, tal como o número de neurónios no neocórtex aumentou drasticamente.

 

O gene, denominado ARHGAP11B, controla o pensamento, o raciocínio e a linguagem conscientes e, após a injeção no cérebro do macaco, desencadeou o crescimento de mais células-tronco, o que resultou em cérebros maiores.

 

De acordo com o Daily Mail, estas experiências são “evocativas do filme Planeta dos Macacos, onde os primatas geneticamente modificados travam uma guerra contra a humanidade”.

 

O laboratório do investigador japonês Hideyuki Okano foi o primeiro a produzir saguis transgénicos com transmissão germinativa (GT).

 

Isto acontece quando as células-tronco embrionárias contribuem para as células reprodutivas de um mamífero (células germinativas) e são geneticamente passadas para os seus descendentes. No entanto, nesta experiência o GT não foi necessário, pois os fetos de sagui transgénicos não nasceram.

 

Okano referiu que os sete fetos de sagui estavam todos dentro do útero e foram retirados através de uma cesariana para análise durante a gravidez

 

Observou-se então que o neocórtex do cérebro do sagui comum “aumentou e a superfície do cérebro dobrou”. Além disso, a equipa também observou um aumento no número de neurónios da camada superior que aumentam com a evolução dos primatas.

 

O novo teste de injeção no cérebro de macaco revelou que o gene ARHGAP11B tem um grande impacto no desenvolvimento do cérebro e no aumento da funcionalidade.

 

Este tipo de experiências pode fazer com que os cientistas consigam alcançar novas barreiras tecnológicas e ajudar no tratamento de algumas doenças em humanos. As mesmas tecnologias usadas para “editar genes humanos” também estão a ser usadas em animais, que de acordo com a National Geographic, podem ser aplicadas na proteção de espécies ameaçadas como é o caso do demónio da Tasmânia.

 

Segundo o Ancient Origins, a edição de genes pode trazer de volta espécies animais já extintas.

 

De acordo com o bioeticista, R. Alta Charo, “desextinguir” poderia ser bom para ressuscitar características perdidas para a criação comercial, permitindo aos cientistas “misturar ou fazer novas espécies.

 

A cientista acredita que no futuro os bilionários podem oferecer às suas filhas “unicórnios de verdade” porque, provavelmente, estes vão existir através deste método.

 

O estudo foi publicado no jornal Science em julho.

Fonte: Planeta ZAP //

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