Dória foi mais competente que Bolsonaro com a vacina ou é puro populismo? | TVPAULISTA.com 100% Digital 100% Streaming

Por Orlando Furioso da Silva Marques · Meu pai sempre dizia: -Para ser goleiro, não basta ser bom. Tem de ter Sorte. Ser qualificado e com Sorte é o que não falta para Dória. Vamos retornar a Outubro de 2019.   O que aconteceu? O presidente Jair Bolso...

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Dória foi mais competente que Bolsonaro com a vacina ou é puro populismo?

Publicado por: Editor
13/12/2020 10:52 AM
Courtesy Pixaby
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Meu pai sempre dizia:

-Para ser goleiro, não basta ser bom. Tem de ter Sorte.

Ser qualificado e com Sorte é o que não falta para Dória.

Vamos retornar a Outubro de 2019.

 

O que aconteceu?

O presidente Jair Bolsonaro visita o país asiático, o segundo do tour da comitiva presidencial pela Ásia e Oriente Médio.

 

Ele se encontrou com o presidente chinês, Xi Jiping, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

 

“Estava ansioso para esta visita porque temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer este comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China a China também precisa do Brasil”, disse Bolsonaro durante o encontro.

 

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação em ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI) do Brasil e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

 

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, em 2018, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca histórica de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais fornecedores de investimento em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

 

 

Quem estava com ele?

O Governador de São Paulo, Dória.

Bolsonaro foi passear.

Dória foi fazer negócios.

O governador de São Paulo, João Doria, chefiou uma comitiva de empresários e secretários do governo paulista que esteve na China durante uma semana em busca de investimentos chineses para empreendimentos no estado.

 

No retorno, Doria fez um balanço da viagem: empresários e governantes chineses anunciaram que investirão US$ 24,8 bilhões (R$ 99,2 bilhões) no estado até 2022, quando termina o mandato do governador.

 

É um dos maiores investimentos da história de São Paulo, partindo de um único país. Serão investimentos de toda ordem: desde aplicações em telefonia, obras do Metrô, trens, portos, estradas, despoluição de rios e agronegócio. Como se sabe, a China é o maior parceiro comercial do Brasil.

 

Entre as empresas que farão vultosos investimentos em São Paulo está a Huawei, do setor de telefonia.

 

A Huawei anunciou que implantará uma nova fábrica no estado para produzir celulares de alta tecnologia, o 5G.

 

Ela já produz componentes em Sorocaba, mas ainda não definiu em qual cidade fará a nova fábrica. Serão gerados mil novos empregos.

 

Durante a viagem, Doria inaugurou em Xangai um escritório da InvestSP, a empresa do governo estadual que viabilizará os negócios entre os empresários paulistas e chineses. A estatal vai coordenar, por exemplo, as aplicações da CR20, do setor de infraestrutura, para a construção de uma linha férrea entre São Paulo e Americana, no interior.

 

No meio do caminho, assinou um contrato com a empresa SINOVAC, para transferir tecnologia de vacinas para o instituto Butantan.

 

Em passagem por Wuhan, na província de Hubei, na China, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, acompanhado da equipe de Novos Negócios da instituição, assinou uma carta de intenções tripartite com a empresa chinesa BravoVax e a norte-americana Exxell BIO para o desenvolvimento de uma vacina pentavalente contra rotavírus.

 

O documento define as bases de um desenvolvimento conjunto do imunizante a partir dos dados gerados na fase I, já concluída pelo Butantan, a partir da vacina original licenciada pela agência federal de saúde americana NIH (National Institutes of Health).

 

Agora adivinhem o que acontece em 2020?

As redes 5G tornam-se prioritárias para o Brasil e o Coronavírus aparece.

Golpe de Sorte?

Competência?

Nesta altura, Dória colhe os trunfos da viagem.

Tem uma fábrica para produtos 5G no Estado, e um acordo para produzir vacinas !

E de quebra, Bolsonaro e Dória acabam a "lua de mel"….

 

Alguém já disse que a civilização é tudo o que sobra para ser desenterrado dez mil anos depois.

 

Quando os arqueólogos desencavarem o que restou do Brasil, encontrarão sinais de que havia neste pedaço do mapa, no ano da graça de 2020, uma sociedade doente.

 

Nela, o presidente do país e o governador do maior estado da federação trocavam socos retóricos em meio a uma pandemia.

 

 

Quando a posteridade puder falar sem o risco de se infectar com o excesso de veneno que escorre da conjuntura, concluirá que o Brasil viveu em 2020 uma época de faltas: falta de lógica, falta de serenidade, falta de compromisso com os interesses da coletividade.

 

Por outro lado, vai-se constatar que o país atravessou uma fase de excessos: excesso de cinismo, excesso de manobras, excesso de politicagem.

 

Bolsonaro enxerga Dória como seu adversário em 2022.

Enxerga que ele tem uma solução adequada para redes 5G.

Enxerga que conseguiu uma solução para as Vacinas, enquanto ele apostou numa vacina que já virou um embroglio, e será fabricada também na China, mais precisamente na planta da Wuxi Biologics, localizada na cidade de Wuxi na China.

 

Bolsonaro briga com Dória e com a China.

Pior.

Com Dória como candidato não pode exercer seu discurso de salvação anti-comunista.

A despeito das fake news produzidas no gabinete do ódio, colocando Dória com máscaras e bandeiras chinesas, não há como acusar Dória de esquerdista comunista, discurso que ele usou para vencer as últimas eleições.

 

Solução:

Proibir vacinas do Dória e 5G do Dória.

Fazer com que ele fracasse, para ser atacado no palanque.

 

Jair Bolsonaro e João Doria devem disputar a Presidência da República em 2022, desde que tenham desempenho para isso.

 

O que não parece razoável é a conversão de redes 5G e Pandemia em controvérsia eleitoral.

 

O brasileiro merece ser tratado com mais respeito.

Interessa pouco à plateia as causas da confusão e a individualização de responsabilidades. O que salta à vista é a percepção de que há um déficit de racionalidade em cena.

 

Na política, quem não ambiciona o poder erra o alvo.

 

Mas quem só ambiciona o poder vira o alvo.

 

Originalmente Publicado por: QUORA

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