Demanda por testes de Covid-19 mobiliza empresas de diagnóstico

Publicado por: Editor
14/01/2022 04:44 PM
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Cortesia Editorial Pixabay
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BD dobrará o fornecimento de testes para a doença no Brasil neste trimestre; Especialista da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica explica diferença dos testes e sua importância para quebrar a cadeia de transmissão dos vírus

 

A alta de casos de Covid-19, aliada ao surto de Influenza, mobiliza as empresas de diagnóstico para suprir a demanda de testes das doenças. A BD, referência em tecnologia médica no mundo, por exemplo, planeja aumentar em mais de 50% o fornecimento de testes para o mercado brasileiro em 2022, quando comparado ao ano passado. Somente para o primeiro trimestre, a previsão é que o fornecimento dobre.

 

A companhia conta com testes do tipo antígeno e PCR em tempo real, ambos utilizados para detecção da forma ativa da doença. O primeiro, chamado BD VeritorTM Plus, fornecido atualmente para farmácias, hospitais e laboratórios, mas também muito utilizado em enfermarias corporativas, eventos, aeroportos, escolas e universidades, além de outros, é realizado por meio de coleta nasal, com o resultado em 15 minutos. A sensibilidade do teste, ou seja, quanto é capaz de detectar doença quando presente no organismo, é de 91,1% e a especificidade, que é a capacidade de detectar a ausência do vírus SARS-CoV-2, é de 99,6%.

 

Uma análise realizada no banco de dados GISAID EpiCoV™ em 29 de novembro de 2021 mostrou que o Sistema BD Veritor™ Plus é capaz de detectar a variante Ômicron, responsável pelo grande aumento da transmissão do coronavírus.

 

O PCR em tempo real, feito por meio da coleta de swab nasofaríngeo, orofaríngeo e amostras de saliva, precisa ser realizado em hospitais e laboratórios, pois requer um processo de análise de biologia molecular. O resultado, no entanto, também é rápido quando falamos do BD MAXTM, equipamento de Biologia Molecular da BD, em 2h40. Já o PCR manual pode levar vários dias.

 

“Focamos nossos esforços em fornecer os testes no intuito de garantir o diagnóstico necessário e, consequentemente, ajudar a quebrar as cadeias de transmissão”, destaca Luiz Fernando Almeida, Diretor de Negócios da BD. “Somos especialistas em diagnósticos de doenças respiratórias, incluindo testes de Influenza, que também traremos em breve para o Brasil. Portanto, sabemos da importância da testagem para evitar ao máximo o avanço destas infecções e preservar a saúde da população”, acrescenta.

 

Mitos e verdades

De acordo com Alvaro Pulchinelli Júnior, médico patologista clínico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a detecção é a melhor forma para distinguir a gripe da Covid-19. “A maneira mais eficaz de controlar a transmissão, seja pelo novo coronavírus ou pela Influenza, é por meio da testagem e do isolamento. Por isso, a partir dos primeiros sintomas, recomendamos rapidamente a busca pelo diagnóstico”, explica o especialista.

 

Ainda segundo Dr. Alvaro, quando o assunto é teste rápido, algumas pessoas ficam inseguras com possíveis falsos negativos ou positivos. Porém, tratam-se de métodos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que quando de alta qualidade e confiança, apontam rapidamente o paciente infectado, passo considerado chave para encontrar e isolar contatos e quebrar a cadeia de transmissão. Por esse motivo, é válido esclarecer a diferença entre os testes e desmistificar algumas questões. Confira!

 

Quais são os tipos de testes disponíveis hoje para detectar o SARS-CoV-2?

Passados dois anos desde o início da pandemia da Covid-19, a ciência desenvolveu uma série de testes de identificação da doença, que estão cada vez mais acessíveis e ajudam a monitorar as taxas de contaminação e transmissão do vírus. São diversos testes disponíveis, que apresentam variados graus de sensibilidade e têm um momento certo para serem feitos, tais quais:

 

Teste rápido de antígeno: Esse teste busca identificar uma proteína específica do vírus SARS-CoV-2. É um teste de diagnóstico rápido que, no caso do Veritor, tem seus resultados em até 15 minutos e, no geral, é mais indicado até a primeira semana de sintomas. Além disso, devido a sua praticidade, esse teste é bastante utilizado em locais de difícil acesso, onde a análise do PCR pode ser mais difícil de acontecer.

 

Teste de diagnóstico molecular (PCR): É o teste considerado padrão ouro, ou seja, referência   para diagnosticar a Covid-19, chegando a ficar acima dos 90% de precisão; e é realizado por meio do swab nasofaríngeo, amostras de swab nasal, orofaríngeo e amostras de saliva para coletar a secreção com o material genético que será analisado. Deve ser feito até a segunda semana de sintomas, sendo que raramente acusa um resultado falso positivo.

 

Teste de sorologia: O teste usa amostras de sangue para detectar a presença de anticorpos que o corpo possa ter gerado em resposta a uma infecção passada ou em resolução pelo SARS-CoV-2. Por isso, deve ser colhido depois da primeira semana, preferencialmente após os 14 dias de evolução do quadro. Os principais anticorpos detectados neste teste são: Imunoglobulina G (IgG) e anticorpos totais, sendo que há a intenção de que o teste possa vir a ser usado em avaliação de status imunitário pós vacinal.

 

Os testes disponíveis hoje são confiáveis?

Sim, desde que aprovados pela Anvisa. Entretanto é importante considerar que a precisão e a sensibilidade de cada tipo de teste dependem do tempo decorrido da infecção.

 

Posso confiar no resultado do teste rápido?

Sim. O teste rápido consiste numa ferramenta importante para o controle da pandemia, por meio do isolamento permitido pelo diagnóstico ágil. Mas o ideal é que o teste rápido de antígeno seja utilizado por pessoas que apresentem até 8 dias de sintomas, pois este é o período em que a infecção está mais forte e, consequentemente, garante o resultado acurado. Vale destacar que os testes rápidos são realizados por profissionais treinados e que a modalidade autoteste ainda não foi aprovada pela Anvisa.

 

Tomei a vacina, mas estou com sintomas da Covid-19. Ainda preciso me preocupar?

Sim. Mesmo a pessoa com o esquema vacinal completo ainda pode pegar Covid-19 e transmiti-la a outras pessoas. A vacina protege da doença, não da infecção, ou seja: na maioria dos casos, uma pessoa vacinada não vai ficar doente ou então vai desenvolver uma infecção assintomática ou leve. Por isso, é essencial se cuidar e realizar a higienização constante das mãos, o uso de álcool gel e máscaras, além de evitar aglomerações e, quando possível, manter o isolamento social. Também é de extrema importância realizar a testagem e se isolar, caso apresente qualquer sintoma.

 

Sobre 

A BD é uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo que está impulsionando o mundo da saúde ao investir na descoberta médica, no diagnóstico e na prestação de cuidados com a saúde humana e animal. 

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