Envelhecer com dignidade

Publicado por: Editor
05/05/2022 06:32 AM
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Cortesia Editorial Pixabay
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Velhos jovens

 

* Nicolau Amaral

 

Bons tempos aqueles nos quais você podia envelhecer em paz! Sem se preocupar em se vestir moderno, frequentar lugares da moda, parecer jovem, ter o corpo sarado, estar ligado nas últimas tecnologias, badalar e seguir seja lá o que for de mais atualizado em termos de aparência, comportamento e pensamento.

 

Nas civilizações antigas, o idoso era o mais respeitado na sociedade pelo acúmulo de vivência, conhecimento, sabedoria e, principalmente, pela aparência “distinta” que empunha consideração, mesmo sabendo-se que os crápulas também envelheciam. O idoso era o repositório das normas de conduta e, com a sua vivência, transmitia toda a sabedoria que os mais jovens buscavam tornando-se os melhores conselheiros de plantão.

 

O mundo mudou — e muito rapidamente. Já dizia um poeta que “o novo sempre vem” e é ele que faz o universo andar e progredir. Hoje em dia o que vale mesmo é só o novo e o consumismo desenfreado esta aí para confirmar. O velho sempre é descartado, não se levando em conta o quanto ele ainda pode ser útil e o quanto ele é importante.

 

E o ser humano acaba entrando nesta paranóia, tentando a todo custo ser jovem, tanto na aparência como no comportamento. Mente a idade, se transforma num clone através das modificações físicas com plásticas, botox, tinta no cabelo, se acaba nas academias, usa roupas avançadas, compra carros da moda, troca os velhos amores por novos e interesseiros, ou seja, se sacrifica de todas as formas para aparentar uma juventude que já não existe, não conseguindo enganar ninguém a não ser a si próprio, tornando-se um caricato de si mesmo.

 

Vamos envelhecer sim, e com dignidade! Só não fica velho quem morre cedo! A vida é um prêmio e vamos nos orgulhar desta premiação!  Essa etapa final, a que chamo de período descompromissado com o futuro, pode ser a melhor fase da nossa vida, desde que tenhamos a consciência do que somos, do que podemos ser e do que poderemos ainda fazer. Afinal, na vida o mais importante é ser feliz, e a felicidade está dentro de nós, em nos aceitarmos e gostarmos do que nos tornamos, mais cultos, mais espertos e com muita, mas muita história para relembrar e, para quem quiser ouvir, contar!  

 

* Nicolau Amaral 

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