Atitude, não idade é a barreira sobre disfunção erétil

Publicado por: Editor
06/05/2022 07:25 AM
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Cortesia Editorial Pixabay/iStock
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91% dos homens acima de 50 anos tem diminuição da libido e 79% tem problemas de ereção  

 

Conforme alguns estudos de universidades norte americanas, cerca de 38% dos pacientes pesquisados começam a sentir os impactos da andropausa, espécie de “menopausa masculina”, entre os 51 e 60 anos.  A perda do hormônio masculino, a testosterona, é de 1% ao ano progressivamente e esse dano causa a diminuição da libido, com cerca de 91% dos homens. A falta de energia fica em segundo lugar, com 89% dos casos, seguido de problemas de ereção com 79%. Entre os outros sintomas associados estão a perda de memória, perda de pelos pubianos, baixa resistência e alteração do humor.

 

Para enfrentar as disfunções eréteis o urologista Jayme Tavares do CESCS,  Centro de  Especialidades de São Caetano do Sul, diz que “a superação da disfunção é trabalhada mais facilmente quando o homem e sua parceira se comunicam abertamente, continuam a demonstrar amor e afeição e têm um desejo mútuo de levar a efeito as opções de tratamento”.  E complementa “Alguns homens, por ter vergonha, se acomodam e ao invés de procurar tratamento, se resignam com a condição dando a desculpa de estar muito velho para o processo de cura”.

 

Segundo o médico, a atitude dos homens, e não a idade é a maior barreira para o tratamento da disfunção. Muitos  que experimentam dificuldades em produzir uma ereção podem considerar o problema como parte natural e inevitável do envelhecimento. “Se essa condição perdura na atividade sexual normal do homem, deve-se buscar aconselhamento médico”, diz Tavares. E ainda alerta sobre o risco da ingestão de hormônios, a chamada reposição hormonal, que sem um acompanhamento especializado, pode trazer sérios problemas na saúde masculina.

 

No caso da diminuição da libido, Tavares afirma: “O casal deve estabelecer um critério para que os dois possam se satisfazer. Estimular um ao outro, trazer elementos que causem desejo. Se isso não ajudar, temos terapias sexuais e ainda a reposição hormonal e medicamentos de ultima geração”. 

 

Embora ainda não exista um consenso entre os especialistas, o tratamento da Andropausa, a reposição hormonal, costuma ser realizada de quatro formas: via intramuscular (com injeções), via transdérmica (adesivos e gel), via oral (cápsulas ou comprimidos) e via subcutânea (implantes). A novidade no tratamento é um gel cujo princípio ativo é a testosterona.

 

A reposição hormonal traz vantagens como a melhora da força, da massa muscular e da memória. “Porém, antes de se decidir por realizar a reposição hormonal deve-se ponderar entre seus benefícios e riscos” diz o urologista do CESCS  . Os riscos comprovados são crescimento das mamas, lesões no fígado, como hepatite e câncer, retenção de água e sais minerais (o que pode agravar insuficiência cardíaca e hipertensão) além de outras moléstias. 

 

Se comparado com as mulheres, o número de homens que recorrem à reposição hormonal ainda é muito pequeno. Porém, da mesma forma como ocorre com elas, o tratamento para eles deve ser dependente de uma avaliação e acompanhamento médico, levando-se em conta seus prós e contras, para que os benefícios sejam otimizados.

 

O urologista Jayme Tavares pertence ao grupos de médicos do CESCS, Centro de Especialidades de São Caetano do Sul

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