Fortes explosões em Mykolaiv esta manhã

Publicado por: Editor
02/07/2022 07:17 PM
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Forças ucranianas descentralizam armamento para diminuir risco de destruição

 

É expectável que a Administração Biden esteja a ultimar o anúncio da compra de um avançado sistema de defesa de mísseis terra-ar de médio a longo alcance.

 

Numa altura em que os parceiros internacionais estão a fazer chegar à Ucrânia uma nova vaga de armamento para ajudar as forças locais a responder aos ataques na zona este no país, a estratégia passa por dispersar e descentralizar o arsenal o máximo possível, por uma série de armazéns, de forma a evitar potenciais perdas. A notícia é avançada pelo Washington Post, que cita fontes da Defesa norte-americanas, envolvidas na estratégia.

 

O ataque a bases militares e armazéns de armas tem sido uma das estratégias mais seguidas pelo exército russo na suas operações, cientes da importância desse armamento para a resistência ucraniana e, ao mesmo tempo, da sua escassez. No entanto, a estratégia já foi percebida pelos invasores, que têm optado por lançar mísseis de cruzeiro, em ataques mais ou menos bem-sucedidos, à luz do objetivo estabelecido.

 

“Esta estratégia é consistente, de forma a garantir a sobrevivência das armas e munições que são necessárias nas frentes mais ativas da guerra” explicou George Barros, analista geoespacial do Instituto para o Estado da Guerra, citado pelo Público. “As guerras ganham-se pela logística e estes sistemas de armamento vão ser decisivos, especialmente quando os ucranianos tentarem estabelecer uma contra-ofensiva, provavelmente no final deste verão.”

 

Uma das táticas seguidas pelos ucranianos no transporte do armamento após a chegada deste ao país, regra-geral por via de caminhos-de-ferro, as altas patentes optaram por deixar algumas carruagens de comboio vazias – assim como camiões, quando o transporte é feito por esta via. A intenção é despistar os russos e limitar o sucesso das suas ofensivas.

 

Neste sentido, Todd Breassealde, porta-voz do Pentágono, já elogiou a “notáel agilidade, criatividade, tenacidade e coragem no campo de batalha” dos ucranianos, “enquanto se defendem a si e às suas terras da imprudente, ilegal e profundamente desumana ação da Rússia”. No âmbito da ajuda que os Estados Unidos têm prestado à Ucrânia, é expectável que a Administração Biden anuncie a compra de um avançado sistema de defesa de mísseis terra-ar de médio a longo alcance, escreve ainda o Público.

 

De acordo com informações avançadas ontem pela Sky News, com base em estimativas feitas pelas autoridades ucranianas, desde o início do conflito a 24 de fevereiro, cerca de 35,750 soldados russos terão perdido a vida – 150 nas últimas 24 horas.

 

Explosões em Mykolaiv e ato de “terror deliberado” em Odessa


No terreno, as últimas horas ficaram marcadas por fortes explosões na cidade de Mykolaiv, no sul do país. Através do Telegram, o autarca da região, alertou os habitantes para o ataque, pedindo-lhes que se protegessem. “Há poderosas explosões na cidade! Fiquem em abrigos“. Já no final da manhã de hoje, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as forças do país destruíram cinco postos de comando do exército ucraniano no Donbass e na região de Mykolaiv, com recurso a armas de alta precisão.

 

Na noite de ontem , na sua habitual mensagem aos ucranianos, Zelenskyy classificou o ataque a Odessa, que resultou em grandes danos num edifício residencial e provocou a morte de pelo menos 21 pessoas, como “terror deliberado e propositado russo.

 

“Três mísseis atingiram um edifício residencial comum, um edifício de nove andares em que ninguém escondeu armas, equipamento militar ou munições, como os propagandistas e oficiais russos estão sempre a dizer sobre tais ataques. Era um edifício simples, cerca de 160 pessoas. Era habitada por pessoas vulgares, civis. O centro recreativo foi também destruído por este ataque”, lamentou o líder ucraniano.

 

Originalmente Publicado por: Planeta ZAP //

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