Putin pressionado, política russa em “estado de choque”

Publicado por: Editor
17/09/2022 05:19 PM
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Ucranianos têm recuperado o controle de muitos locais. Deputados russos querem que Putin deixe o cargo de presidente da Rússia.

 

Deixar a ideia que se ia atacar por um lado, mas atacar pelo outro. A Ucrânia tem recuperado o controlo de muitos locais que eram dominados pela Rússia, nos últimos dias.

 

Uma cidade-chave na estratégia de “engano”, por parte dos ucranianos, era Kharkiv, que entretanto passou a ser dominada pelas forças da Ucrânia. Em três dias, um terço da região foi recuperado.

 

Entretanto a Rússia tenta atacar novamente, para conseguir o controlo da cidade, e nesta manhã feriu 12 pessoas, entre as quais duas crianças.

 

Mas esta derrota rápida e inesperada em Kharkiv deixou responsáveis políticos da Rússia surpreendidos, chocados.

 

“O sistema político russo está em estado de choque – e não estou a exagerando”, assegurou ao jornal Público um politólogo e antigo redator de discursos para Vladimir Putin, Abbas Galliamov.

 

A pressão sobre o Kremlin, mais concretamente sobre o presidente Putin, tem aumentado nos últimos tempos.

 

De Moscovo e São Petersburgo apareceram dois grupos de deputados municipais, que pediram publicamente a demissão de Vladimir Putin como presidente da Rússia.

 

Putin causou “prejuízo à segurança da Rússia e dos seus cidadãos”, alegaram os deputados, que acrescentaram: “Os estudos mostram que os habitantes dos países em que o poder muda regularmente vivem em média melhor e mais tempo do que aqueles em que os dirigentes não abandonam os cargos”.

 

Pedimos-lhe que se retire do cargo, porque as suas opiniões, o seu modelo de gestão são desesperadamente ultrapassados e impedem o desenvolvimento da Rússia e do seu potencial humano”, apela um dos documentos.

 

Haverá consequências para estes deputados – serão presos, provavelmente – mas este é mais um indicador de que, mesmo dentro do sistema político russo, há quem esteja descontente e “furioso” com o rumo da guerra na Ucrânia.

 

O ministério da Defesa britânico escreveu nesta sexta-feira que o Grupo Wagner, que está ligado ao Kremlin, está  tentando recrutar soldados nas prisões russas, para trazer os presidiarios para o combate, em troca de liberdade e pagamentos em dinheiro.

 

Publicado por Planeta ZAP

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