"A Ucrânia não comercializa seus territórios"

Publicado por: Feed News
07/04/2023 18:33:38
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Não há nenhuma razão legal, política ou moral para desistirmos nem mesmo de um centímetro de terra ucraniana
Não há nenhuma razão legal, política ou moral para desistirmos nem mesmo de um centímetro de terra ucraniana

O Ministério das Relações Exteriores respondeu à oferta do presidente do Brasil de "desistir da Crimeia"

 

A Ucrânia aprecia os esforços do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para encontrar uma solução para impedir a agressão russa, mas considera inaceitável sua proposta de "dar a Crimeia à Rússia" para impedir a guerra. É o que afirma o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, publicado pelo porta-voz do departamento, Oleg Nikolenko, no Facebook.

 

"A Ucrânia não comercializa seus territórios. Não há nenhuma razão legal, política ou moral para que devamos desistir de um centímetro sequer de terra ucraniana. A posição da Ucrânia permanece inalterada: qualquer esforço de mediação para restaurar a paz na Ucrânia deve se basear no respeito à soberania e na restauração total da integridade territorial da Ucrânia, de acordo com os princípios da Carta da ONU", disse o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.

 

Anteriormente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Ucrânia "deve desistir da Crimeia " para "acabar com a guerra", informa o Le Figaro. O líder brasileiro também expressou confiança de que o presidente russo, Vladimir Putin, "não pode tomar o território da Ucrânia".

 

Em 25 de março, o presidente do Brasil, que deveria ir à China para conversar com o presidente chinês, Xi Jinping, adiou a viagem por tempo indeterminado devido a uma pneumonia. A mídia informou que da Silva, durante sua visita à China, queria propor a criação de um "clube da paz" para mediar o fim da guerra na Ucrânia.

 

O Financial Times noticiou que o líder brasileiro busca restaurar a influência diplomática do Brasil após o relativo isolamento do governo anterior de Jair Bolsonaro, mas resiste a unir forças com países ocidentais que enviam armas para a Ucrânia.

 

Com informações da Radiosvoboda (UA)

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