Ao lado de pilha de soldados mortos, líder do PMC Wagner insulta militares russos e anuncia retirada

Publicado por: Editor Feed News
05/05/2023 14:33:38
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Divulgação/Redes Sociais
Divulgação/Redes Sociais

Depois de divulgar um vídeo com seus militares mortos passou a insultar governantes russos, o líder do grupo Wagner anunciou retirar-se de Bakhmut na próxima semana.

 

O líder do grupo paramilitar russo Wagner gravou um vídeo  insultando o ministro da Defesa russo e o atual comandante do exército russo na Ucrânia. No vídeo publicado esta quinta-feira, Yevgeny Prigozhin chama-lhes cagões, entre outras coisas, e queixa-se da falta de munições.

 

“Faltam-nos munições! 70%! Shoigu! Gerasimov! Onde estão a porra das munições?”, clama Prigozhin, referindo-se a Serguei Shoigu e Valeri Guerasimov, respetivamente.

 

“Estes são os rapazes que morreram hoje, o sangue ainda está fresco”, afirma Prigozhin numa mensagem registrada em vídeo e difundida através da rede digital de mensagens Telegram. Nas imagens veem-se cadáveres de alegados combatentes contratados pela empresa Wagner em solo ucraniano.

 

Prigozhin acrescenta que o número de baixas seria menor se a empresa privada tivesse recebido a “devida quantidade” de munições para os combates em território ucraniano invadido pela Rússia.

 

Segundo o oligarca russo, as unidades de combate da empresa Wagner só dispõem de 30% das munições necessárias.

 

“Há contas fáceis de fazer”, disse Prigozhin. “Se nos derem as munições que precisamos, haverá cinco vezes menos corpos aqui”.

 

“Eles [mercenários] vieram aqui como voluntários e morrem enquanto vocês engordam os vossos bolsos“, disse Prigozhin dirigindo-se a Shoigu e Guerasimov em termos insultuosos.

 

Retirada de Bakhmut

Já esta sexta-feira, o líder do grupo Wagner divulgou um novo vídeo em que anuncia a retirada dos seus soldados da frente de batalha na próxima semana.

 

“Vou retirar os soldados Wagner de Bakhmut porque sem munições eles estão condenados a morrer sem sentido”, justificou Prigozhin num novo vídeo. Os combatentes do grupo Wagner vão abandonar Bakhmut no dia 10 de maio, próxima quarta-feira.

 

“Somos obrigados a transferir as posições de Bakhmut para unidades do Ministério da Defesa e a retirar o que resta do Wagner para campos logísticos, para lambermos as nossas feridas”, acrescentou.

 

Os combatentes contratados pela empresa privada russa constituem a força de assalto da Rússia que se encontram desde o final do ano passado na cidade de Bakhmut (Artiómovsk, na designação em russo), no zona ocidental da Ucrânia.

 

Na quinta-feira, Prigozhin disse que em “apenas um dia de combate morreram 116 combatentes” da empresa Wagner devido à escassez de munições que considerou “gravíssima”.

 

Não é a primeira vez que a Wagner critica o Ministério da Defesa pelos problemas de abastecimento de material bélico, sobretudo munições.

 

No passado mês de março, Prigozhin chegou a ameaçar retirar os destacamentos de Bakhmut.

 

“Se a companhia militar privada Wagner abandonar Bakhmut a frente de combate desmorona-se”, disse o empresário numa outra mensagem difundida pela rede social YouTube.

 

Com informações da Agência Planeta   ZAP/Lusa

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