Células estaminais promete possível cura para a diabetes

Publicado por: Feed News
27/05/2023 20:51:28
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Cortesia Editorial Pixabay
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Pesquisadores da Cornell University transformam células estaminais do estômago em células produtoras de insulina, abrindo caminho para uma possível cura para a diabetes.

 

Num estudo revolucionário realizado por cientistas da Faculdade de Medicina da Cornell University, células estaminais humanas do estômago foram transformadas com sucesso em células produtoras de insulina, potencialmente abrindo caminho para uma cura para a diabetes.

 

Esta descoberta pode fornecer uma saída para milhões de pessoas dependentes de injeções de insulina e revolucionar o tratamento tanto da diabetes tipo 1 como da diabetes tipo 2 grave.

 

A diabetes tipo 1 é uma condição autoimune crónica na qual o sistema imunitário ataca e destrói as células beta que produzem a insulina no pâncreas.

 

Como resultado, os indivíduos com esta condição lutam com falta de insulina, um hormonal crucial na regulação dos níveis de glicose no sangue e na utilização da glicose para energia.

 

Na busca de uma cura para a diabetes tipo 1, os pesquisadores têm explorado o uso de célula estaminais para gerar células produtoras de insulina, substituindo as células beta danificadas destruídas pelo sistema imunológico.

 

Recentemente, a atenção dos cientistas voltou-se para o estudo das células estaminais gástricas, que podem regenerar o revestimento intestinal e desenvolver-se em tecidos específicos do intestino.

 

A equipe da Cornell recolheu uma amostra destas células utilizando um procedimento não cirúrgico chamado endoscopia. Usando técnicas inovadoras, transformaram então estas células em células semelhantes às células gástricas produtoras de insulina (GINS).

 

Estas células GINS exibiram sensibilidade à glicose e reagiram aos níveis elevados de glicose no sangue, liberando insulina. Para testar o seu potencial, os autores do estudo transplantaram-nas para ratos com diabetes.

 

De forma extraordinária, as células GINS tiveram um comportamento semelhante ao das células beta pancreáticas naturais, regulando efetivamente os níveis de glicose no sangue através da secreção de insulina, e reverteram os sintomas da doença nos ratos envolvidos no estudo.

 

Esta produção de insulina manteve-se ao longo do período de monitorização de seis meses, mostrando resultados promissores para a eficácia a longo prazo.

 

O estudo foi apresentado num artigo publicado recentemente na revista científica Nature Cell Biology.

“Os resultados deste estudo são uma prova de conceito que pode levar ao desenvolvimento de tratamentos baseados em células específicas do paciente”, explicou Joe Zhou, professor de medicina Regenerativa da Cornell University e autor principal do estudo, em nota de imprensa divulgada pela universidade.

 

Esta inovadora abordagem poderia reduzir significativamente a dependência da administração externa de insulina e abordar os desafios relacionados com a rejeição de transplantes.

 

Cerca de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com diabetes tipo 1. Esta descoberta revolucionária traz esperança a esses indivíduos, sugerindo um futuro onde poderiam potencialmente restaurar a sua própria produção de insulina, e estabelece a base para futuros avanços no tratamento da diabetes.

 

Por Armando Batista, com informações do Planeta ZAP

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