Dois escândalos abalam Ucrânia

Publicado por: Editor Feed News
20/06/2023 22:56:30
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Cortesia editorial flickr
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...um interno, outro com Ocidente!

 

Um pró-russo que escondeu o seu cadastro e as armas que chegam à Ucrânia mas que só servem para aproveitar peças.

A questão está inserida na guerra com a Rússia mas a Ucrânia tem mais um problema interno para lidar.

Um “escândalo em Kiev”, como descreve o TSN o caso de Denys Yaniev.

Denys é, desde 2015, engenheiro-chefe de uma das zonas residenciais da capital da Ucrânia. É responsável por abrigos anti-aéreos em Kiev, protege ucranianos de ataques russos.

 

Mas Denys escondeu o seu cadastro. Apenas um ano antes, na “Primavera russa” de 2014, o ucraniano participou em comícios anti-Ucrânia e organizou mesmo um “referendo” em Torez, sua terra natal, para definir se aquela cidade da região Donetsk iria passar para o controlo da Rússia.

 

Denys é (ou era) apoiante da Rússia e está a cuidar de ucranianos na guerra com a Rússia. É o responsável directo por um abrigo.

 

O ucraniano deixou de viver em Torez quando a Rússia ocupou a cidade e mudou-se discretamente para Kiev, onde passou a ser responsável por uma zona da capital.

 

Mas tem sido alvo de queixas: aparentemente ignora as reclamações dos compatriotas e trata as pessoas de forma rude.

 

A polícia já o identificou e confirmou que Denys Yaniev foi condenado a dois anos (pena suspensa) em 2021, por ter financiado movimentos que queriam uma mudança violenta da ordem ou tomada do poder do Estado.

 

Mas, quando foi contratado, os antecedentes criminais estavam escondidos. Nenhuma entidade ou autoridade sabia deste passado.

 

Sucata para aproveitar peças

Outro escândalo do dia, mas com impacto bem mais significativo na guerra, foi apresentado no jornal The New York Times.

 

A Ucrânia está a receber equipamento militar de países ocidentais, tal como tinha sido prometido – mas parte desse material vem com problemas e só serve para aproveitar peças.

 

No ano passado, a Ucrânia pagou mais de 730 milhões de euros a fornecedores de armas ocidentais. Mas muitos contratos não foram cumpridos, ou parcialmente, ou mesmo totalmente.

 

Exemplo: 33 obuses que vieram de Itália. Obuses obsoletos, que estavam “encostados”, mas que ainda foram para os EUA para serem reparados. Foram, voltaram – e, afinal, não estavam prontos para irem para o terreno.

 

Dos EUA vieram 29 carros militares: só 4 tinham todos os pneus em condições. As forças ucranianas demoraram quase um mês para arranjarem pneus de reposição.

 

E um dos obuses que vieram dos EUA estava em tão mau estado que os seus ocupantes poderiam morrer quando fossem disparados.

 

Documentos do Governo ucraniano confirmam que, além do equipamento avariado, muito material ainda não chegou a Kiev.

 

Por Nuno Teixeira da Silva

Com informações do Planeta ZAP

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